quinta-feira, 31 de maio de 2012
Sua janela me faz chorar.
Eu estava sensível demais neste fim de tarde.
Você deitado ao meu lado, passando os seus dedos em meus cabelos.
Você faz tantas vontades minha.
Você me faz rir tanto.
Você me faz ser tão intensa.
Você vai onde eu vou.
Você sorri se eu sorri.
Você chora se eu choro.
Tenha certeza meu amor, isso é reciproco.
Eu olhando em seus olhos grandes e castanhos.
Eles cravado em meu pequeno rosto tímido.
Estava sentindo um turbilhão de sentimentos naquele momento.
Por isso não falava.
Queria me concentrar nos meus loucos e intensos sentimentos.
Mas não poderíamos ficar muito tempo ali.
Me levantei e fui até a sua janela.
Fiquei olhando um tempinho.
Desceram lágrimas pelo rosto.
Mas eu não estava triste, apenas chorando.
Decide que podia ficar ali o resto da vida, se você estivesse comigo.
Pensei em como eramos.
Em como estávamos.
Como era diferente e melhor agora.
Você me abraçou.
Mais uma lágrima desceu.
Logo depois veio meu curto sorriso.
Olhamos a nossa lua tão linda.
E você chorou comigo.
Mas eu não gostava de te ver chorar.
-Cada lágrima que desci e toca meu ombro o faz queimar, como se meus ombros estivessem com álcool e suas lágrimas eram o fogo. Aquilo doía.
Finalmente você parou.
Mais uma vez eu olhei para fora da sua janela.
- Eu vivo em outro mundo quando estou com você.
E mais uma vez me peguei chorando e percebi: Sua janela me faz chorar.
Mas eu não chorava por que estava triste.
Chorava por que eu estava amando.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Cacos, você, lágrimas.
Não aguento mais, preciso atravessar.
Estou apenas olhando para esses cacos de vidros em minha frente.
Vou sorrir de canto e pisar em um deles.
Sentir cada minimo pedaço dele penetrando em meu curto e frio pé.
Meu sorriso será maior ainda quando eu sentir a dor.
Irá descer lágrimas de sangue do meu rosto pálido.
Mas não vou tirar o sorriso do meu rosto.
Vou dar mais um passo.
A dor aumentou mais um trilhão de vezes.
Mas acho que gosto.
Sei por que faço isso.
Sei por que estou percorrendo esse caminho tão doloroso.
Vai valer a pena no fim.
Mas ainda assim não irei fazer cara de dor, nem tirarei meu sorriso do rosto de jeito nenhum.
Você não pode me ver triste, sei que você ficará também.
E nesta noite eu quero fazer um teatro.
Me desculpe mais nesta noite irei mentir.
Não vou demonstrar a minha dor.
Vou sorrir e dar mais um passo.
Estou quase lá.
Não me olhe assim.
Na verdade não me olhe de jeito nenhum neste momento.
Não quero que me veja nesta situação. Não quero te ver sofrer comigo.Feche os olhos.
Só falta mais alguns passos.
Daqui a pouco não irei mais sentir meus pés, então não se preocupe.
Sei que você cuidará bem deles quando estivermos juntos.
Sinto raiva por não poder controlar minhas lágrimas que caem tão dolorosas que sinto mesmo que é sangue.
Só falta mais alguns passos.
Queria ser maior, para poder dar passos maiores.
Mas enfim.
Estou quase lá.
Estou orgulhosa por que o sorriso ainda não se descolou do meu rosto.
E não vou tira-lo por que eu sei que você o ama.
Se acalme, está melhor.
Não os sinto mais.
Finalmente conseguir chegar no fim.
Olhando você me olhando daquela forma me matou.
Foi pior do que os cacos de vidro nos meus pés.
Tinha vontade de voltar.
Mas queria você.
Me joguei em teus braços.
Você nunca me pegou com tamanha preocupação e cuidado.
Você ama os meus curtos pés, eles são tão seus.
Você chorou, mais até do que eu.
Falei para você parar.
Fiz aquilo por que eu sabia que iria valer a pena.
E eu faria muito mais.
Se fosse para mim andar agora em um lugar com muito álcool eu andaria.
Se você estivesse no final me esperando.
Desceram mais lágrimas.
Encostei meus lábios em seus olhos.
E com o gosto das suas lágrimas, voltei a sentir meus pés.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Aperte o laço.
Eu estava naquele ônibus, pensando no Lisboa, tudo tão normal.
Finalmente ele parou, fui andando em direção a um garoto estranho.
Não o conhecia muito bem, mas ele não parecia ser uma pessoa ruim.
Nos falamos e então fomos almoçar.
E quando pedimos as comidas eu fiquei pensado: O Lisboa pediria tal coisa e eu comeria do prato dele.
Eu sorri com essa ideia, sentia falta dele, mas não iria demorar para eu encontra-lo.
Voltei minha mente ao garoto estranho, fiquei reparando e ele não comia de um jeito legal, acho que eu só gostava do jeito que o Lisboa comia.
Finalmente o Lisboa me ligou.
Fiquei feliz em ouvir tua voz, mas desliguei rápido.
Não queria fazer isso, não era normal nos falarmos tão rápido.
Mas ainda sim aconteceu, pensei nisso por um tempo, pensei em retornar.
Mas o gatoro estranho conversava demais.
Pensei em retornar depois.
Terminamos o almoço finalmente.
Fomos nos sentar em frente aquele modulo verde, tão claro.
Ele me falava mais uma vez sobre suas músicas, era engraçado e estressante a empolgação dele.
E eu pensei: Ele não é maduro como o Lisboa, ele não fala como o Lisboa.
E mais uma vez eu estava procurando o Lisboa nele.
Isso era a falta que eu estava sentindo.
Acabei falando do Lisboa para o estranho, que não era mais tão estranho.
E me empolguei também, ele percebeu o quanto eu amava o Lisboa.
Mas também percebeu que eu não namorava sério.
Mas então voltamos a falar sobre música.
Já estava quase na hora de eu ir para a aula.
Mas já não tinha assistido os 3 primeiros horários iria ficar sem graça de chegar nos últimos.
Então decide não ir.
O garoto era legal e chato.
Ele falava demais as vezes.
Percebi que ele se parecia com meu ex.
Devo confessar que naquele dia isso mexeu comigo.
O jeito como ele se expressava na hora de fala me lembrava.
E dessa forma eu pensei no Lisboa novamente.
Já estava quase na hora de eu vê-lo.
Ele era tão diferente dos dois garotos, O Lisboa era tão mais homem, tão mais maduro.
Mas ele não era apenas meu, não literalmente.
Como falei não namora-vamos sério.
Isso me deixou um pouco chateada, deveríamos namorar.
Mas era complicado. Pensava eu.
Eu achei que o garoto estava namorando mas ele disse que não.
Ele falou de um jeito que eu percebi que ele tinha um certo interice em mim.
Não gostei daquilo, estávamos ali apenas para conversar.
Mudei de assunto, estava começando a perceber que o garoto não era como eu pensava.
Que eu tinha sido inocente demais.
Tinha que ir já era hora do meu ônibus passar.
Mas não podia ir naquele momento.
Estava tenso demais.
Esperei um tempo.
Conversamos mais um pouco e eu falei que tinha que ir.
Fomos ao ponto de ônibus.
Estava com muita presa por que eu sabia que o Lisboa estava a minha espera.
Chegando lá não tinha praticamente ninguém no ponto.
Fiquei com raiva, tinha perdido o ônibus.
Sentei agoniada.
Odiava deixa ele esperando por mim.
Liguei para ele que parecia estar chateado.
Isso me deixou mais chateada ainda.
Estava quase ficando estressada eu estava quase com problemas com o Lisboa e o garoto não parava de conversar comigo.
Mas eu tinha que mim controlar a culpa não era dele.
Mas sim minha.
Quem sabe dos fatos.
Finalmente estava vindo um ônibus.
Este rodava muito, ainda sim iria demorar para eu vê-lo.
Mas entrei nele.
Cheguei finalmente naquele terminal.
Pensei até que o Lisboa já tinha ido embora.
Mas quando eu olhei você ainda estava lá.
Fiquei com medo de ir por que sabia que você estava chateado.
Mas cheguei e te dei um beijo.
Você estava tão frio.
Aquilo estava me matando.
Sabia que você estaria chateado mas não tão frio.
Tive vontade de chorar enquanto íamos em direção ao centro espirita.
Não queria entrar lá, queria conversar com você.
Não sabia o que dizer, estava com medo de falar, estava triste e sem forças para fazer com que as palavras saíssem.
Você estava mudo e foi o que estava pior.
Tinha a impressão que você não queria me tocar, me olhar, muito menos ouvir minha voz.
''Assistimos'' a palestra.
E quando saímos eu já estava chorando.
Não aguentava mais segurar o choro.
Sentamos naquele lugar que no momento me parecia tão sombrio, feio, triste.
Estava derramando sangue de nossos olhos de tanta dor.
Até que conversamos.
Não sabia o que dizer, talvez não tivesse nada a dizer mesmo.
Mas tinha dor em mim.
Tinha dor no Lisboa que eu tanto amava.
Queria que ele me pedisse em namoro e acabasse com aquele laço que estava mau dado.
Queria que ele apertasse o laço com toda a força.
Que ele amarasse nos dois para sempre.
Ele pertencendo apenas a mim e eu a ele.
E depois de um momento eu senti teus braços me envolver.
Estava com tanto frio e nem tinha percebido, por que a dor era maior.
Mas quando você me abraçou senti tanta segurança.
Não queria te perder de forma alguma, sabia que sem você eu não iria sorrir, falar, andar.
Sem você não seria eu.
Naquela noite ficamos ''bem'', os dois sentindo um pouco de dor.
Mas sabíamos que não iriamos nos perder um do outro.
E sabe, hoje em dia eu penso que foi até bom aquele garoto estranho entrar em nossas vidas.
Por que foi ele quem mostrou ao Lisboa que estava na hora de apertar o laço.
E assim aconteceu.
Hoje em dia me sinto tão apertada neste laço com o meu Lisboa.
Que eu nem sei se consigo respirar.
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