segunda-feira, 7 de maio de 2012

Aperte o laço.


Eu estava naquele ônibus, pensando no Lisboa, tudo tão normal.
Finalmente ele parou, fui andando em direção a um garoto estranho.
Não o conhecia muito bem, mas ele não parecia ser uma pessoa ruim.
Nos falamos e então fomos almoçar.
E quando pedimos as comidas eu fiquei pensado: O Lisboa pediria tal coisa e eu comeria do prato dele.
Eu sorri com essa ideia, sentia falta dele, mas não iria demorar para eu encontra-lo.
Voltei minha mente ao garoto estranho, fiquei reparando e ele não comia de um jeito legal, acho que eu só gostava do jeito que o Lisboa comia.
Finalmente o Lisboa me ligou.
Fiquei feliz em ouvir tua voz, mas desliguei rápido.
Não queria fazer isso, não era normal nos falarmos tão rápido.
Mas ainda sim aconteceu, pensei nisso por um tempo, pensei em retornar.
Mas o gatoro estranho conversava demais.
Pensei em retornar depois.
Terminamos o almoço finalmente.
Fomos nos sentar em frente aquele modulo verde, tão claro.
Ele me falava mais uma vez sobre suas músicas, era engraçado e estressante a empolgação dele.
E eu pensei: Ele não é maduro como o Lisboa, ele não fala como o Lisboa.
E mais uma vez eu estava procurando o Lisboa nele.
Isso era a falta que eu estava sentindo.
Acabei falando do Lisboa para o estranho, que não era mais tão estranho.
E me empolguei também, ele percebeu o quanto eu amava o Lisboa.
Mas também percebeu que eu não namorava sério.
Mas então voltamos a falar sobre música.
Já estava quase na hora de eu ir para a aula.
Mas já não tinha assistido os 3 primeiros horários iria ficar sem graça de chegar nos últimos.
Então decide não ir.
O garoto era legal e chato.
Ele falava demais as vezes.
Percebi que ele se parecia com meu ex.
Devo confessar que naquele dia isso mexeu comigo.
O jeito como ele se expressava na hora de fala me lembrava.
E dessa forma eu pensei no Lisboa novamente.
Já estava quase na hora de eu vê-lo.
Ele era tão diferente dos dois garotos, O Lisboa era tão mais homem, tão mais maduro.
Mas ele não era apenas meu, não literalmente.
Como falei não namora-vamos sério.
Isso me deixou um pouco chateada, deveríamos namorar.
Mas era complicado. Pensava eu.
Eu achei que o garoto estava namorando mas ele disse que não.
Ele falou de um jeito que eu percebi que ele tinha  um certo interice em mim.
Não gostei daquilo, estávamos ali apenas para conversar.
Mudei de assunto, estava começando a perceber que o garoto não era como eu pensava.
Que eu tinha sido inocente demais.
Tinha que ir já era hora do meu ônibus passar.
Mas não podia ir naquele momento.
Estava tenso demais.
Esperei um tempo.
Conversamos mais um pouco e eu falei que tinha que ir.
Fomos ao ponto de ônibus.
Estava com muita presa por que eu sabia que o Lisboa estava a minha espera.
Chegando lá não tinha praticamente ninguém no ponto.
Fiquei com raiva, tinha perdido o ônibus.
Sentei agoniada.
Odiava deixa ele esperando por mim.
Liguei para ele que parecia estar chateado.
Isso me deixou mais chateada ainda.
Estava quase ficando estressada eu estava quase com problemas com o Lisboa e o garoto não parava de conversar comigo.
Mas eu tinha que mim controlar a culpa não era dele.
Mas sim minha.
Quem sabe dos fatos.
Finalmente estava vindo um ônibus.
Este rodava muito, ainda sim iria demorar para eu vê-lo.
Mas entrei nele.
Cheguei finalmente naquele terminal.
Pensei até que o Lisboa já tinha ido embora.
Mas quando eu olhei você ainda estava lá.
Fiquei com medo de ir por que sabia que você estava chateado.
Mas cheguei e te dei um beijo.
Você estava tão frio.
Aquilo estava me matando.
Sabia que você estaria chateado mas não tão frio.
Tive vontade de chorar enquanto íamos em direção ao centro espirita.
Não queria entrar lá, queria conversar com você.
Não sabia o que dizer, estava com medo de falar, estava triste e sem forças para fazer com que as palavras saíssem.
Você estava mudo e foi o que estava pior.
Tinha a impressão que você não queria me tocar, me olhar, muito menos ouvir minha voz.
''Assistimos'' a palestra.
E quando saímos eu já estava chorando.
Não aguentava mais segurar o choro.
Sentamos naquele lugar que no momento me parecia tão sombrio, feio, triste.
Estava derramando sangue de nossos olhos de tanta dor.
Até que conversamos.
Não sabia o que dizer, talvez não tivesse nada a dizer mesmo.
Mas tinha dor em mim.
Tinha dor no Lisboa que eu tanto amava.
Queria que ele me pedisse em namoro e acabasse com aquele laço que estava mau dado.
Queria que ele apertasse o laço com toda a força.
Que ele amarasse nos dois para sempre.
Ele pertencendo apenas a mim e eu a ele.
E depois de um momento eu senti teus braços me envolver.
Estava com tanto frio e nem tinha percebido, por que a dor era maior.
Mas quando você me abraçou senti tanta segurança.
Não queria te perder de forma alguma, sabia que sem você eu não iria sorrir, falar, andar.
Sem você não seria eu.
Naquela noite ficamos ''bem'', os dois sentindo um pouco de dor.
Mas sabíamos que não iriamos nos perder um do outro.
E sabe, hoje em dia eu penso que foi até bom aquele garoto estranho entrar em nossas vidas.
Por que foi ele quem mostrou ao Lisboa que estava na hora de apertar o laço.
E assim aconteceu.
Hoje em dia me sinto tão apertada neste laço com o meu Lisboa.
 Que eu nem sei se consigo respirar.



     

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