domingo, 25 de março de 2012

Me salve dessas noites sujas.


Não sabia o que dizer, não sabia o que fazer.
  Eu te olhava, você me olhava mas não era como antes.
Sentia vontade de morrer, morrer mesmo.
  Sem ter a sua cabeça encostada em meu peito para escutar o meu coração.
Sem ter seus braços em volta de mim para me abraçar, me proteger, me acalmar.
  Sem ter seus lábios apertados contra os meus.
Sem ter sua voz sussurrando rouca em meu ouvido.
   Sem ter sua barba agonizante em meu pescoço quente e sedento por uma mordida.
Sem sentir o calor do teu corpo no meu.
  E quando você se afastou, e quando você me soltou.
Parecia que tudo mudou, o mundo virou ao contrario, tudo era como não devia ser.
   Eu estava sozinha naquela noite suja e dolorosa.
Eu estava chorando e queimando por dentro.
Minha alma gritava a sua e ela não dava ouvidos.
Meu sangue pulsava desejando o seu e não o possuia.
   Minha face não sabia mais nem fingir um mediócre sorriso.
 Minha mão procurou apoio na sua e não a encontrou.
    Meus pés procuraram os seus sapatos para andar.
 Eu estava inteiramente despedaçada.
   E quando...
Ah... aquilo foi mesmo que jogar álcool em minhas feridas.
     Ardia tanto, doia tanto.
 Mas você não era meu, não totalmente.
   Porém doia como fosse.
Como se tivesse tirado o sangue de um coração.
   Sim, sou egoísta.
Quando envolve você, sou completamente.
     Aquilo machucou, massacrou, matou, rasgou.
Não quero mais pensar, não quero mais ouvir, não quero mais ver nada a respeito.
    Nada foi mais doloroso do que aquele abraço que você me soltou.
Sei que não foi tua intenção tua me machucar.
    Então, meu coração voltará a pulsar aos poucos, você irá escuta-lo, sei que vai.
  Não me deixe nas noites perdidas sem teus braços para me segurar e me acalmar.
Só quero lhe pedir uma coisa, uma unica.
  Me abrace e não me solte enquanto me amar.
    

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