sexta-feira, 23 de março de 2012

Uma noite.


Engula todas elas.
  Não deixem que tomem conta de você.
Médio-cris, hipócritas, nojentas.
  Vocês são ridículas e sem sentido algum.
Não vou deixar vocês lavarem a minha face.
  Não vou deixar vocês me mostrarem se estou bem ou mal.
Não vou deixar que vocês tomem conta da minha alma.
     Sei controlar, não estou só me sentindo no poder, eu estou no poder.
Vocês não tem o controle neste momento.
   Nesta noite eu não vou deixar vocês caírem.
Vou guarda-las.
   Mesmo que eu as odeie as vezes são precisas.
Em algum momento quando tiver um motivos vocês podem chegar a mim.
   Vão poder me tomar toda.
Mas hoje o meu orgulho fala mais alto.
   Meu sorriso irônico está espantado em meu rosto.
Minha cabeça explode, mas não tomarei nenhum remédio.
  Por que nesta noite eu não sou dependente de nada.
Não vou acender o meu incenso, não irei tomar o meu chá, não irei ler o meu livro velho.
   Por que está noite eu não tenho vontade de nada.
E lá vem vocês mais uma vez querendo sair dai de dentro.
   Já falei, hoje vocês não saem.
O sangue já não tem o gosto bom.
   As veias não estão mais alteradas.
Eu não estou mais escultando seu coração pulsar.
   E possa ser que uma hora dessas eu ceda e elas iram tomar conta de mim.
Minha face vai ser lavada.
    Minha fronha irá molhar.
Meu chá vai esfriar.
  Eu não irei sentir o cheiro do meu incenso.
E meus olhos iram fechar.
   A dor vai invadir mais uma vez meu pequeno quarto.
 Neste momento eu escultarei o meu apenas o meu coração pulsar.
   E ainda sim, eu não as deixarei cair.
Como eu citei, vocês só vão tomar conta de mim quando tiverem um motivo.
   E nesta noite não tenho vontade de fazer nada.
Apenas quero deitar e controlar para eu não deixar que me possuam.
         

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